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Gravidez aos 63 Anos: Qual a Idade Máxima Para Engravidar? 

Recentemente, o caso de Beatriz Souza de Castro Barbara, uma aposentada de 63 anos grávida e prestes a dar à luz seu primeiro filho, ganhou grande destaque na mídia. Beatriz, casada com o comerciante Eder Fernandes Barbara, de 35 anos, está na 35ª semana de gestação e planeja realizar uma cesariana no início de março. O bebê, um menino chamado Caio, foi concebido por meio da ovodoação, um dos principais recursos da medicina reprodutiva para mulheres que desejam engravidar após a menopausa.

Muitas pessoas se perguntam “Qual a idade máxima para engravidar?” ou até mesmo “Quem foi a mulher mais velha a dar à luz?”. Na história da medicina reprodutiva, já houve relatos de mulheres acima dos 70 anos que conseguiram engravidar com técnicas como a ovodoação. No entanto, a idade máxima para engravidar com segurança depende de fatores individuais, como a saúde cardiovascular e a capacidade do útero de sustentar uma gestação.

A ovodoação, ou doação de óvulos, permite que mulheres com reserva ovariana comprometida possam gerar um bebê utilizando um óvulo doado, que é fertilizado em laboratório e transferido ao útero da receptora. Essa técnica tem possibilitado que muitas mulheres realizem o sonho da maternidade mesmo em idades avançadas.

A Dra. Marise Samama, ginecologista, PhD em Reprodução Humana pela UNIFESP e Université de Paris, e presidente da Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), explica que casos como o de Beatriz são raros, mas não impossíveis devido aos avanços da medicina reprodutiva.

“A fertilidade feminina diminui drasticamente após os 40 anos, e após a menopausa, a gravidez espontânea é extremamente improvável. No entanto, a ovodoação permite que mulheres em idade avançada possam engravidar”, destaca a Dra. Marise.

Quais os desafios de engravidar após os 60 anos?

Gestações tardias exigem acompanhamento médico rigoroso devido aos riscos aumentados tanto para a mãe quanto para o bebê. Entre os principais desafios estão a maior propensão à hipertensão gestacional, diabetes, pré-eclâmpsia e partos prematuros. Além disso, os riscos cardiovasculares aumentam significativamente com a idade.

A Dra. Marise reforça a importância de uma avaliação criteriosa antes de iniciar qualquer tratamento reprodutivo:
“É essencial que mulheres que desejam engravidar após os 50 anos passem por exames detalhados e sejam acompanhadas por uma equipe multidisciplinar para diminuir os riscos da gestação”.

Se você quer entender mais sobre como funciona a ovodoação e quais são as possibilidades para quem deseja engravidar após os 40 ou 50 anos, leia nosso artigo completo sobre o tema no blog da AMCR:

Ovodoação: como funciona e para quem é indicada

Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.

Higiene na Infância

Vários fatores podem afetar o ambiente genital.. A sua composição varia entre a raça, etnia e genética. Fatores como o estilo de vida, incluindo dieta, comportamento sexual, prática de higiene, contraceptivos, tabagismo, estresse e obesidade afetam a composição do ambiente. Particularmente, a abundância de Lactobacillus que protege a flora vaginal. As meninas pré-púberes e mulheres na menopausa têm menos lactobacilos na flora vaginal, ficando mais vulneráveis à infecções.

Na menina , antes de entrar na puberdade , até mesmo antes da primeira menstruação, a principal causa da alteração desse ambiente são os relacionados com a higiene. A falta de higiene, muito comum nessa faixa etária justifica a elevada incidência das infecções vulvárias e vaginais (vulvovaginites) que se caracteriza por uma inflamação, com vermelhidão e secreção local causada principalmente por bactérias que podem causar desconforto local.

Normalmente as meninas se limpam de trás para frente, arranham-se com as mãos sujas e brincam em caixas de areia contaminadas. A vulva muitas vezes fica em contato com roupas ou até fraldas que causam pequenas lesões e não permitem adequada transpiração. Algumas vezes as brincadeiras facilitam o desenvolvimento de uma irritação crônica por areia ou sujeira. A criança expõe muito frequentemente seus órgãos genitais, sentando-se em qualquer local e de maneira descuidada e o hábito de ficar de cócoras faz com que os lábios menores se abram expondo áreas mais sensíveis.

A lavagem inadequada das mãos, uso de roupas íntimas apertadas e pouco absorventes, irritantes químicos como sabonetes e banho de espuma, permanência de roupas de banho úmidas são fatores aliados para o aparecimento das vulvovaginites. A criança, devido à sua curiosidade natural de descoberta do mundo e do seu próprio corpo, apresenta risco aumentado de introduzir algum corpo estranho dentro da vagina, porém este muitas vezes pode ser introduzido de forma acidental durante brincadeiras ou cuidados higiênicos . Uma causa frequentemente despercebida de vulvovaginite é a urina. A menina, ao tentar se equilibrar durante o ato de urinar, mantém a vagina logo abaixo da uretra durante a micção, podendo ocorrer retenção de pequenas quantidades de urina no interior da vagina, o que causa irritação local, mau cheiro e saída de urina da vagina como uma secreção aquosa. 

E como os pais devem agir? Qual a melhor maneira de fazer a higiene das meninas ? Bom, para aquelas com idade em que ainda nós conseguimos fazer a limpeza, colocar a menina em um  local que consiga deitar para expor a genitália, afastar delicadamente o grande lábio do pequeno  e fazer a limpeza com água e sabonete neutro. Nas meninas que já são mais independentes e tomam banho sozinhas mostrar para elas as dobrinhas do seu genital e orientar fazer bastante espuma no local e lavar com água corrente.

O uso de lenços umedecidos , sabonetes e sprays possuem estudos insuficientes,  sendo assim o ideal é não usar. Em casa evitar o uso de papel higiênico e optar por lavagem local.

Outra orientação sobre o uso correto do papel higiênico (sempre de frente para trás) e se possível usá-lo somente quando fora de casa. 

Também deve-se preferir roupas íntimas de algodão e preferencialmente dormir sem calcinhas vestindo pijamas confortáveis. 

Orientar sobre a manipulação do genital mas sempre de maneira cuidadosa para não parecer que o descobrimento do seu corpo é um problema.

Dra. Veridiana Salutti

Fontes:

JOURNAL LIST JANEIRO 2023 The Vaginal Microbiome in Health and

Disease—What Role Do Common Intimate Hygiene Practices Play?

PMID: 36838262

FRONTIER IMMUNOLOGY JUNHO 2022 Host and Microbiome Interplay Shapes the Vaginal Microenvironment PMID: 35837395

MANUAL GINECOLOGIA DA FEBRASGO VULVOVAGINITES NA INFÂNCIA 2010

Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.

O que é Adenomiose?

A adenomiose é uma doença benigna do útero, caracterizada por uma invasão do tecido que reveste internamente o útero( endométrio) na musculatura do útero (miométrio), acarretando, muitas vezes, em quadro de sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica, cólica menstrual, dor durante a relação sexual e infertilidade. A doença pode ainda não apresentar sintomas em um terço das pacientes, ou estar associada à presença de mioma uterino ou à endometriose, podendo estas se manifestarem conjuntamente.

É mais prevalente em mulheres com idade  entre 40 e 50 anos, e os principais fatores de risco são evidenciados em condições de maior exposição ao hormônio  estrogênio como: ter a primeira menstruação precocemente, ciclos menstruais curtos, uso prévio de anticoncepcionais hormonais, obesidade e multiparidade, além de cirurgias uterinas prévias como cesariana,  curetagem e retirada de miomas.

Os principais exames  para diagnosticar a adenomiose são a ressonância magnética da pelve e a ultrassonografia. Considerando a maior disponibilidade e menor custo, a ultrassonografia é considerada o exame de primeira linha. Sendo assim, a ressonância fica reservada mais para casos difíceis. 

O tratamento deve ser individualizado de acordo com os sintomas e desejo reprodutivo da paciente, podendo ser clínico, clínico-cirúrgico ou cirúrgico. Até o momento, não existe nenhum medicamento específico para o tratamento da doença. 

O objetivo do tratamento clínico é o controle dos sintomas, e as principais opções de tratamento incluem os anticoncepcionais orais combinados,  os progestagênios isolados orais ou injetáveis, o DIU de levonorgestrel ou análogos de GnRH. O DIU de levonorgestrel é um tratamento eficaz para mulheres que desejam preservar a fertilidade, com boa resposta no sangramento menstrual e na cólica menstrual. 

Além do tratamento medicamentoso, outra alternativa é a abordagem cirúrgica. A retirada do útero é considerada o tratamento definitivo da adenomiose. A cirurgia está indicada em mulheres que já tiveram filhos, e com sintomas intensos de sangramento uterino anormal, e dores intensas, que não responderam ao tratamento medicamentoso. Outra opção terapêutica cirúrgica conservadora é a embolização das artérias uterinas, nos casos em que a mulher não deseje mais filhos.

REFERÊNCIAS:

Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 9, n. 3, p. 9676-9690, mar, 2023.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Adenomiose. São Paulo: FEBRASGO, 2021 (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n.77/ Comissão Nacional Especializada em Endometriose).

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2. APROVAÇÃO

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• ficha de inscrição;

• lista de documentos necessários;

• estatuto da AMCR;

• contrato LGPD;

• autorização de uso de imagem;

• pagamento da taxa de filiação.

3. INSCRIÇÃO

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Câncer de mama tem cura?

O câncer de mama é o mais comum nas mulheres brasileiras. O diagnóstico é feito através da palpação das mamas, mamografia anual após os 40 anos, e pode ser complementado pela ultrassonografia mamária e ressonância magnética nas pacientes de alto risco.

Algumas mulheres mais jovens podem ter indicação de avaliação mais precoce, quando existir história familiar de parentes de 1º grau que desenvolveram câncer de mama antes da menopausa .

O diagnóstico precoce traz 90% de chance de cura.

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Como doenças da tireoide podem afetar a fertilidade?

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço, e desempenha um papel vital na regulação do metabolismo, produzindo e liberando hormônios.

A tireoide produz dois hormônios principais, a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4).

A produção destes hormônios é controlada pelo hormônio estimulador da tireoide (TSH), que é secretado pela glândula hipófise, localizada na base do cérebro. O TSH estimula a tireoide a produzir e liberar T3 e T4 no sangue cuja função é regular o metabolismo, afetando a velocidade na qual as células convertem nutrientes em energia. Eles desempenham um papel crucial em várias funções corporais, incluindo o crescimento e desenvolvimento ósseo adequados, regulação da temperatura corporal, controle do ritmo cardíaco, funcionamento do sistema nervoso e manutenção de níveis adequados de energia.

Quando há uma alteração de função tireoidiana, há um desequilíbrio na produção hormonal, o que pode levar ao hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios) ou hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios). Essas condições podem causar uma série de sintomas e afetar o funcionamento geral do corpo.

No sistema reprodutivo, os hormônios da tireoide  podem causar dificuldade na ovulação  e na implantação do embrião. No caso de gravidez, pode haver maior probabilidade de enfrentar complicações, como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, parto prematuro e restrição de crescimento fetal.

Nem todas as mulheres com doenças da tireoide terão problemas de fertilidade. Muitas conseguem engravidar espontaneamente e ter uma gravidez saudável com o tratamento adequado. Quem está planejando uma gestação deve consultar um ginecologista para avaliar o funcionamento da tireoide e se preciso, realizar um tratamento para regularizar a tireoide. O estilo de vida saudável, com manutenção do peso adequado, praticar exercício físico, atentar para a diminuição do consumo de alimentos pró-inflamatórios (carboidratos e gorduras) e cuidar do hábito intestinal podem ser medidas que auxiliem o funcionamento da tireoide.

Caso seja preciso, a medicina reprodutiva também pode ajudar na realização do sonho da maternidade de mulheres com alterações tireoidianas.

Referências:

Dosiou C. Thyroid and Fertility: Recent Advances. Thyroid.30(4), p. 479-486, 2020.

Tanska K, Gietka-Czernel M, Glinicki P, Kozakowski J. Thyroid autoimmunity and its negative impact on female fertility and maternal pregnancy outcomes. Front Endocrinol (Lausanne).13p. 1049665, 2022.

Unuane D, Velkeniers B. Impact of thyroid disease on fertility and assisted conception. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab.34(4), p. 101378, 2020

Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.

Os riscos do chip da beleza

Na expectativa de um corpo perfeito e rejuvenescido, as mulheres tem recorrido aos implantes hormonais a base de gestrinona um derivado da testosterona, usada no tratamento de endometriose.

Conhecido como chip da beleza, que promete aumentar a massa muscular, emagrecimento e aumento da libido, os implantes não são regulamentados pela ANVISA (Agência Nacional De Vigilância Sanitária), que proíbe o seu uso, pois pode trazer riscos à saúde.

O chip da beleza é um bastão de silicone de 5mm contendo hormônios que é colocado embaixo da pele, e seus efeitos duram em média de 6 a12 meses.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) também não recomendam o uso destes implantes, pois eles apresentam muitos efeitos colaterais como: acne, queda de cabelo, oleosidade da pele, aumento dos pelos, mudança do timbre de voz, aumento do clitóris, doenças no fígado, e quando usada durante a gestação pode levar riscos ao feto.

Os médicos também alertam que pessoas com predisposição ao câncer de mama devem evitar os implantes.

Assim, enquanto não houver evidências científicas robustas da segurança e eficácia dos implantes eles devem ser evitados.

Dra. Ana Maria Larotonda Vieira Crosera

Comentário da reportagem de 20/05/2023

Jornal O Estado de São Paulo.

HPV causa câncer? Tem cura?

HPV pode causar câncer?

Sim, o papiloma vírus humano (HPV), é um vírus altamente prevalente na população feminina, de transmissão sexual que acomete as mulheres em qualquer idade, com maior frequência nas adultas jovens, por estarem no auge da sua sexualidade.  Esse vírus tem predileção em comprometer os genitais das mulheres, e dos homens, manifestando-se com maior frequência em forma de verrugas que são chamados condiloma acuminado, sendo estas tem menor risco de causar câncer.

O vírus HPV também pode se manifestar na forma de lesões planas no colo uterino, vagina, ânus, pênis e laringe que podem levar ao câncer de colo uterino nas mulheres e nos homens câncer de laringe.

O HPV tem cura?

O exame ginecológico de rotina, e o Papanicolau podem detectar lesões ou verrugas iniciais, e com o diagnóstico precoce, o tratamento poderá ser rápido, eficiente e assim evitarmos o câncer do colo uterino.

O uso de preservativos pode prevenir, embora não consiga proteger totalmente o contágio, diminui muito a chance de transmissão do vírus.

A medida mais eficiente atualmente, é a vacina que deve ser aplicada em meninos e meninas com mais de 9 anos, ela protege contra 4 tipos de HPV, lembrando que existem mais de 200 subtipos de HPV, no entanto vale a pena apostar nessa proteção, pois são esses 4 subtipos que estão mais relacionados as verrugas genitais e ao câncer de colo uterino.

Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de considerar qualquer tratamento.

Como o câncer de mama afeta a fertilidade da mulher?

Um dos tipos de câncer mais recorrentes no país é o câncer de mama feminino, com 73 mil novos casos, e o de próstata com 71 mil novos casos. Nas últimas três décadas houve um aumento 80 % no diagnóstico do câncer em pacientes mais jovens. Por ano, 20 a 30 mil pacientes diagnosticado com câncer se encontra na idade reprodutiva e desejam engravidar.

O câncer é uma doença crônica , onde ocorre uma multiplicação desorganizada das células , acometendo tecidos e órgãos e pode atingir crianças , mulheres e homens em qualquer idade . É a segunda causa de morte no Brasil, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) até 2025 serão diagnosticado 704 mil novos casos de câncer no Brasil. Nas últimas três décadas, houve um aumento 80 % no diagnóstico do câncer em pacientes mais jovens. Por ano, 20 a 30 mil pacientes diagnosticado com câncer se encontra na idade reprodutiva e desejam engravidar .

Esse aumento no número de casos de câncer se deve a mudança no hábito da vida moderna como : sedentarismo , aumento do consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo ,consumo de alimentos industrializados ,exposição ao sol, algumas infecções podem aumentar o risco de câncer : como papiloma vírus, responsável por 90% do câncer de colo uterino , HIV aumenta a incidência do Sarcoma de Kaposi ,o vírus da hepatite B e C aumenta o risco para o câncer de fígado e a infecção pelo HTLVI e HTLVII, que pode estar associada ao risco de leucemia e linfomas de células

Pacientes com a presença do gene para a mutação BRCA1 tem uma chance bastante elevada de ter o câncer, chegando a 87% . Importante ressaltar que com o avanço da tecnologia no diagnóstico precoce e no tratamento houve um aumento significativo no índice de cura do paciente com câncer. Temos que abordar qualidade de vida e planejamento futuro, muitos pacientes que sobrevivem desejam engravidar. O tratamento do câncer pode afetar a fertilidade de forma transitória ou permanente. O tipo de tratamento irá depender do tipo do tumor, estadiamento e do estado geral do paciente. Os tratamentos mais utilizados são a quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e a cirurgia. A quimioterapia e radioterapia tem o objetivo de destruir as células cancerígenas, porém ao mesmo tempo destrói também as células sadias, agem principalmente nas células de crescimento rápido, porém podem atingir as células do ovário e do testículo, podendo diminuir a número de óvulos e de espermatozoides.

O efeito do tratamento nas mulheres pode acarretar ausência da menstruação, diminuição do volume do ovário, levando a sintomas como: ondas de calor, vagina seca, e nos homens pode acarretar uma diminuição ou ausência na produção do espermatozoide. O risco do impacto sobre a fertilidade irá depender do tipo de medicamentos quimioterápicos utilizados, os mais nocivos são os aquilates, a dose utilizada e do local da radiação e também da idade da paciente, quanto mais jovem a paciente menor impacto sobre a sua fertilidade. Alguns tumores é necessário o tratamento. cirúrgico, podendo ter uma destruição imediata do órgão e da sua função, principalmente os tumores que atingem o aparelho genital feminino ( útero , ovário e genitais externos ) e o genital masculino ( pênis , testículo e próstata ).

Recentemente está sendo utilizado também para o tratamento do câncer a imúnoterapia , tem a finalidade de fortalecer o sistema imunológico para combater as células tumorais , porém precisamos de mais estudos sobre o seu efeito sobre a fertilidade Algumas medidas podem ser feitas para diminuir o efeito do tratamento do câncer em relação a fertilidade , como o uso de medicamentos antagonistas de Gnrh , uso de tomografia computadorizada no tratamento radioterápico .

Quando o paciente recebe o diagnóstico do câncer é importante abordamos sobre o desejo de gravidez no futuro, pois seu tratamento pode ter impacto negativo sobre a fertilidade e muitas vezes a única forma de conseguir ter filhos no futuro é através do congelamento de óvulos e nos homens de espermatozoides antes de iniciar o seu tratamento! Sendo essa a melhor estratégia para a preservação da sua fertilidade.

Dra. Waleska de Carvalho

Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de considerar qualquer tratamento.

Como funcionam os anticoncepcionais e como eles agem no organismo?

Cada tipo de método contraceptivo vai agir de uma forma diferente. Entender como cada um deles funciona é fundamental para tomar uma decisão e escolher aquele que se adequa melhor às suas condições de saúde e ao seu momento de vida.

Existem muitas formas de evitar uma gravidez. Camisinha, pílula, DIU, injeções, adesivos… O que não faltam são opções de métodos contraceptivos para mulheres. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, mais da metade das brasileiras (52%) usa algum tipo de anticoncepcional. Ainda assim, 43% delas têm dúvidas sobre como essas ferramentas funcionam e gostariam de entender melhor como agem no organismo.

Ainda que muita gente os utilize apenas com o objetivo de evitar uma possível gravidez, os benefícios dos anticoncepcionais vão muito além disso. Além de contracepção, esse arsenal também pode ser importantes para o tratamento de doenças típicas da mulher. No caso dos medicamentos, com a inibição da ovulação e da menstruação, a mulher deixa de ter TPM e vai reduzir muito a cólica menstrual, por exemplo. Por meio do bloqueio hormonal, também podemos devolver qualidade de vida para as mulheres com endometriose.

Tipos de anticoncepcionais

Anticoncepcional não é sinônimo de pílula. A pílula é apenas um dos muitos métodos que podem ser chamados assim. De uma forma geral, os anticoncepcionais podem ser classificados em dois grandes grupos: os hormonais e os não hormonais.

  • Métodos anticoncepcionais não hormonais: camisinha (preservativo masculino e feminino), diafragma, DIU de cobre e laqueadura
  • Métodos anticoncepcionais hormonais: pílula, adesivo transdérmico, injeção contraceptiva, anel vaginal, DIU hormonal e implante contraceptivo

Acontece que nem todos os anticoncepcionais podem usados por todo mundo. Só você e o seu médico ginecologista de confiança podem decidir qual atende as suas necessidades e se adequa melhor às suas condições de saúde e ao seu momento de vida. Justamente por isso, para tomar uma decisão bem informada, entender como cada um deles funciona é fundamental.

Como funcionam os anticoncepcionais não hormonais?

Os métodos anticoncepcionais não hormonais também são conhecidos como métodos de barreira. O nome não é por acaso: eles criam, de fato, um “obstáculo” físico que vai dificultar que os espermatozoides cheguem até o óvulo. Em outras palavras, eles impedem que a fecundação aconteça, sem que seja necessário o uso de medicamentos.

  • Preservativo masculino: é uma capa de borracha lubrificada que cobre o pênis durante a relação sexual. O objetivo é impedir que o sêmen entre em contato direto com o canal vaginal. Assim, o líquido que sai com a ejaculação fica “preso” entre o pênis e a capa de borracha. Além de evitar gravidez, também protege contra a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
  • Preservativo feminino: é uma “bolsa” feita de poliuretano, um material mais fino que o do preservativo masculino. Uma das pontas é “fechada” e a outra “aberta”. O preservativo é inserido dentro do canal vaginal: a parte fechada fica o mais perto possível do colo do útero, enquanto a parte aberta fica do lado de fora, cobrindo a vulva. A ideia é que essa bolsa armazene o líquido liberado na ejaculação, impedindo que ele entre em contato direto com a vagina. Assim como o modelo masculino, também protege contra DSTs e deve ser descartado logo após o uso.
  • Diafragma: é um molde de silicone de formato circular. Antes da relação, ele deve ser introduzido pelo canal vaginal e posicionado de forma a cobrir o colo do útero. O diafragma cria uma barreira que impede que os espermatozoides cheguem até o útero. Após o sexo, é preciso esperar pelo menos oito horas para retirá-lo (esse é o tempo máximo que o espermatozoide sobrevive no canal vaginal). Ao contrário da camisinha, ele pode ser reutilizado por até dois anos (sempre sendo higienizado, é claro), mas não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
  • DIU de cobre: é um dispositivo em formato de “T”, feito de cobre. Ele é colocado dentro do útero e pode ficar lá por até 10 anos. O cobre causa uma inflamação nas paredes internas do útero e altera as características do muco cervical. Isso cria um ambiente “ruim” para os espermatozoides, que não conseguem fecundar o óvulo.
  • Laqueadura: é um procedimento cirúrgico em que as tubas uterinas são cortadas ou bloqueadas. O objetivo é impedir que os óvulos e os espermatozoides consigam se encontrar. Porém, é uma decisão que ainda exige muita reflexão e planejamento. A cirurgia de reversão de laqueadura até existe, mas é um procedimento delicado e que tem apenas 20% de chance de dar certo. Na maioria dos casos, não é possível religar as trompas de forma satisfatória.

Como funcionam os anticoncepcionais hormonais?

Como o próprio nome sugere, os métodos anticoncepcionais hormonais são chamados assim porque levam hormônios em sua composição. Esses hormônios podem ser administrados de diferentes formas: por meio de uma pílula, de um dispositivo colocado no útero, de um adesivo transdérmico.

Nem todos têm a mesma formulação e a mesma carga hormonal. Mas, em linhas gerais, induzem mecanismos de ação muito parecidos:

  1. Inibem a ovulação
  2. Alteram as características do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides
  3. Alteram as características do endométrio, dificultando que o óvulo se fixe na parede do útero

Veja os métodos anticoncepcionais hormonais mais comuns abaixo:

  • Pílula: é um comprido que deve ser engolido. Ele pode ter diferentes fórmulas e esquemas de administração. Os combinados têm estrogênio e progesterona e devem ser tomados por 21 dias seguidos. Depois dessa fase, é preciso ficar sete dias sem tomar, para, só então, começar de novo. Já as minipílulas são compostas apenas por progesterona e podem ser tomadas todos os dias, sem interrupções, de preferência sempre no mesmo horário.

    Os níveis de progesterona e estrogênio variam durante o ciclo menstrual: em alguns momentos estão mais altos e em outros mais baixos. São essas alterações que dão “pistas” para o cérebro de que está na hora de ovular. O papel da pílula é justamente manter níveis constantes desses hormônios. É como se mandasse uma mensagem para o cérebro pedindo para ele impedisse a ovulação. Assim, o corpo fica achando que nunca é hora de ovular e que não precisa liberar o hormônio LH, que dá o gatilho para a ovulação. As pílulas também deixam o muco cervical mais espesso, atrapalhando a ida dos espermatozoides até o útero.

Quais os prós e contras da pílula anticoncepcional?

  • Injeção contraceptiva: o medicamento entra no organismo por meio de uma injeção intramuscular. Ela tem doses de longa duração e pode ser aplicada uma vez por mês ou a cada três meses. As injeções mensais normalmente têm fórmulas que combinam progesterona e estrogênio. Já as trimestrais são compostos apenas por progesterona. O mecanismo de ação é muito parecido com o da pílula. No caso da aplicação mensal, por exemplo, é como se naquele líquido injetado tivéssemos uma cartela inteira da pílula. Os hormônios ficam ali guardadinhos e vão sendo liberados aos poucos.
  • DIU hormonal: é um dispositivo em formato de “T”, inserido dentro do útero. Ele pode ficar lá por até 8 anos e vai liberando, aos poucos, um tipo de progesterona sintética. Esse hormônio faz com que o muco cervical fique mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides e, consequentemente, impedindo a fecundação. O revestimento do útero (endométrio) também fica mais fino, atrapalhando que o óvulo se fixe na parede do órgão e ocorra a nidação. Embora libere hormônio, esse tipo de DIU não vai impedir a ovulação. Ele acaba agindo como se fosse um método de barreira, a ação dele é muito local.
  • Implante anticoncepcional: é um pequeno bastão de plástico que é inserido debaixo da pele, na parte de dentro do braço. Ele contém doses de progesterona, que vão sendo liberadas aos pouquinhos. Esse hormônio impede a liberação do óvulo e altera o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides até o útero. Deve ser retirado depois de três anos da aplicação.
  • Adesivo transdérmico: é um adesivo que deve ser colado na pele da mulher. Pode ser no braço, na barriga, nas costas. Uma vez colado, deve permanecer na mesma posição, sem retirar, por uma semana, isso porque, em contato com a pele, ele vai liberando pequenas doses de estrogênio e progesterona na corrente sanguínea. Esses hormônios inibem a ovulação e deixam o muco cervical mais espesso. O adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação. Depois de sete dias da aplicação, é preciso jogar o adesivo fora e colocar outro. Esse ciclo deve ser sempre de três semanas de uso, seguidas de uma semana de pausa.
  • Anel vaginal: é um anel flexível, de silicone, que é colocado dentro do canal vaginal. Ele deve ficar lá por três semanas. No fim desse período, precisa ser retirado. É preciso esperar sete dias para colocar um novo. O anel tem progesterona e estrogênio, que aos poucos vão sendo liberados e absorvidos pelo organismo. Eles também atuam impedindo a ovulação e alterando o muco cervical.

Dra. Rita Piscopo

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