Recentemente, o caso de Beatriz Souza de Castro Barbara, uma aposentada de 63 anos grávida e prestes a dar à luz seu primeiro filho, ganhou grande destaque na mídia. Beatriz, casada com o comerciante Eder Fernandes Barbara, de 35 anos, está na 35ª semana de gestação e planeja realizar uma cesariana no início de março. O bebê, um menino chamado Caio, foi concebido por meio da ovodoação, um dos principais recursos da medicina reprodutiva para mulheres que desejam engravidar após a menopausa.
Muitas pessoas se perguntam “Qual a idade máxima para engravidar?” ou até mesmo “Quem foi a mulher mais velha a dar à luz?”. Na história da medicina reprodutiva, já houve relatos de mulheres acima dos 70 anos que conseguiram engravidar com técnicas como a ovodoação. No entanto, a idade máxima para engravidar com segurança depende de fatores individuais, como a saúde cardiovascular e a capacidade do útero de sustentar uma gestação.
A ovodoação, ou doação de óvulos, permite que mulheres com reserva ovariana comprometida possam gerar um bebê utilizando um óvulo doado, que é fertilizado em laboratório e transferido ao útero da receptora. Essa técnica tem possibilitado que muitas mulheres realizem o sonho da maternidade mesmo em idades avançadas.
A Dra. Marise Samama, ginecologista, PhD em Reprodução Humana pela UNIFESP e Université de Paris, e presidente da Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), explica que casos como o de Beatriz são raros, mas não impossíveis devido aos avanços da medicina reprodutiva.
“A fertilidade feminina diminui drasticamente após os 40 anos, e após a menopausa, a gravidez espontânea é extremamente improvável. No entanto, a ovodoação permite que mulheres em idade avançada possam engravidar”, destaca a Dra. Marise.
Quais os desafios de engravidar após os 60 anos?
Gestações tardias exigem acompanhamento médico rigoroso devido aos riscos aumentados tanto para a mãe quanto para o bebê. Entre os principais desafios estão a maior propensão à hipertensão gestacional, diabetes, pré-eclâmpsia e partos prematuros. Além disso, os riscos cardiovasculares aumentam significativamente com a idade.
A Dra. Marise reforça a importância de uma avaliação criteriosa antes de iniciar qualquer tratamento reprodutivo:
“É essencial que mulheres que desejam engravidar após os 50 anos passem por exames detalhados e sejam acompanhadas por uma equipe multidisciplinar para diminuir os riscos da gestação”.
Se você quer entender mais sobre como funciona a ovodoação e quais são as possibilidades para quem deseja engravidar após os 40 ou 50 anos, leia nosso artigo completo sobre o tema no blog da AMCR:
Ovodoação: como funciona e para quem é indicada
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.
