Como já mencionamos em outras publicações, a genética desempenha um papel importante no desenvolvimento do câncer de mama. As mutações dos genes BRCA1 e BRCA2 estão associadas a um maior “envelhecimento ovariano”, uma vez que mulheres portadoras dessas mutações podem apresentar uma diminuição na reserva ovariana. Especificamente, nas portadoras da mutação do gene BRCA1, é possível observar uma redução do hormônio antimülleriano, um dos marcadores hormonais da reserva ovariana. A reserva ovariana refere-se ao estoque de óvulos de uma mulher. Se houver uma redução desse estoque, a criopreservação de óvulos (congelamento de óvulos) pode ser uma opção viável, permitindo uma futura possibilidade de gestação.
No caso de mulheres diagnosticadas com câncer de mama e que precisarão se submeter à quimioterapia, e que ainda não tenham filhos, é recomendado considerar o congelamento de óvulos, desde que estejam em boas condições clínicas.
Isso ocorre porque a quimioterapia pode causar danos significativos aos ovários, levando a uma menopausa precoce e infertilidade.
É fundamental que as mulheres estejam cientes dessas informações e possam tomar decisões informadas sobre sua fertilidade durante o tratamento do câncer de mama. Ao considerar o congelamento de óvulos, elas podem aumentar suas chances de ter filhos no futuro, preservando a possibilidade de uma gestação após o tratamento do câncer.
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.


