As campanhas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em todo o mundo, muitas vezes se
concentram nas consequências negativas do sexo, deixando de lado as partes positivas e prazerosas. É por esse
motivo que essas campanhas acabam sendo ineficazes. No entanto, uma mudança de abordagem está acontecendo
graças aos esforços da Organização Mundial da Saúde, em colaboração com o Projeto Prazer.
A ideia central dessa nova abordagem é falar sobre as experiências positivas do sexo e demonstrar que o uso de
preservativos pode ser uma parte erótica e excitante da relação sexual.
Mas afinal, os preservativos realmente protegem contra as ISTs? Sim, definitivamente. O uso de preservativos é um
método altamente eficaz para prevenir infecções sexualmente transmissíveis, bem como gravidez indesejada. Embora
exista a PrEP (profilaxia pré-exposição) como uma opção adicional, que previne infecções como o HIV, os
preservativos continuam sendo uma opção simples e confiável.
Então, qual é o outro papel dos preservativos? O preservativo feminino, por exemplo, pode adicionar um componente
de prazer à equação do sexo seguro. Ele é um brinquedo sexual discreto e prático, podendo ser facilmente
transportado na bolsa. Além disso, é bem lubrificado e projetado com dois anéis – um que se encaixa contra o colo do
útero e o outro, o segredo: quando o pênis ou um vibrador é introduzido na vagina, o anel externo estimula o clitóris,
aumentando a excitação e proporcionando uma experiência sexual mais segura, íntima e prazerosa.
E qual é o papel das entidades médicas no planejamento familiar? O foco está em promover o sexo seguro e prazeroso
como parte fundamental do planejamento familiar, garantindo uma saúde reprodutiva de qualidade para todos.
Dra. Ana Maria L V Crosera
Esta postagem é de caráter informativo e não substitui a orientação médica. Consulte um profissional de saúde para obter informações e aconselhamento específicos.


