À medida que envelhecemos, a expressão da sexualidade pode passar por mudanças significativas. A frequência da
atividade sexual pode diminuir, mas a satisfação sexual ainda pode ser uma realidade para a maioria das mulheres
que continuam a ser sexualmente ativas.
Independentemente da idade e do estágio da menopausa, o interesse sexual permanece vivo para muitas mulheres.
Um estudo realizado com mulheres entre 42 e 52 anos descobriu que aquelas que mantinham uma atividade sexual
regular tinham menos probabilidade de considerar o sexo como pouco ou nada importante. Isso significa que mesmo
após a menopausa, o sexo ainda é valorizado e pode desempenhar um papel importante na vida das mulheres.
Para manter uma vida sexual saudável após a menopausa, é fundamental adotar bons hábitos de vida. Isso inclui
manter uma alimentação equilibrada, garantir uma boa qualidade de sono, se envolver em atividades de lazer que
proporcionem prazer, cultivar amizades, rir com frequência e, igualmente importante, ter um parceiro que ofereça
intimidade emocional e satisfação sexual.
Lembrando sempre que cada mulher é única, e a jornada da sexualidade na menopausa pode variar de pessoa para
pessoa. A comunicação aberta com um parceiro e, se necessário, a busca por orientação médica ou terapia sexual,
podem ser recursos valiosos para enfrentar quaisquer desafios que possam surgir nesse período da vida.
Referências:
Bachmann GA. Influence of menopause on sexuality. Int J Fertil Menopausal Stud. 1995;40 Suppl 1:16-22.
Saúde sexual da mulher: como abordar a disfunção sexual feminina no consultório ginecológico/Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), organizador. — São Paulo: FEBRASGO, 2022
Borges VLF, Medeiros SF. Validação de questionário para avaliar a função sexual feminina após menopausa. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia; vol 31- jun2009
Lara LA, Lopes GP, Scalco SC, Vale FB, Rufino AC, Troncon JK, et al. Tratamento das disfunções sexuais no consultório do ginecologista. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); 2018. (Protocolo Febrasgo – Ginecologia, nº 11/Comissão Nacional Especializada em Sexologia).
Febrasgo. Disfunções Sexuais no Climatério têm Tratamento; junho 2017, disponível em https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/122-disfuncoes-sexuais-no-climaterio-tem-tratamento#:~:text=Durante%20a%20transi%C3%A7%C3%A3o%20menopausal%20e,influenciam%20a%20fun%C3%A7%C3%A3o%20sexual4%2C6%20.
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especializado antes de considerar qualquer tratamento.


