Cerca de 10 a 15% dos casais não conseguem engravidar dentro de 12 meses de tentativas. E para esse grupo em especial, os avanços da reprodução assistida permitiram melhorar os resultados do tratamento, deixando essa opção acessível a um maior número de casais.
Por outro lado, podem ocorrer riscos maternos e fetais, devido à possibilidade de gestação em mulheres com idade mais avançada e do aumento na incidência de gestações de gêmeos durante os tratamentos.
Quais são as complicações mais frequentes para a mãe e o bebê na reprodução assistida?
Gestação múltipla: a mais frequente complicação na reprodução assistida, devido ao uso de medicações indutoras da ovulação e transferência para o útero de mais de um embrião. A gestação gemelar está associada a um maior risco de prematuridade e recém-nascido de baixo peso ao nascer. Também são frequentes complicações clínicas, como o diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Na tentativa de reduzir a ocorrência de gestação múltipla, tem sido limitado o número de embriões a serem transferidos em cada tentativa, dando preferência a transferências de um único embrião para o útero.
Aborto: é frequente em 25% da população e, nos tratamentos de reprodução assistida, atinge 35%. Portanto, pode chegar a uma incidência de 2-3 abortos a cada 10 casais que engravidam após estimulação ovariana, sendo maior o risco quanto maior for a idade da mulher, especialmente por aumento das anormalidades genéticas do embrião.
Gestação ectópica (fora do útero): a gestação com fertilização in vitro não impede a ocorrência de gravidez ectópica, mas o diagnóstico precoce ajuda a reduzir as complicações e óbito por esse evento. O local de implantação do embrião mais comum fora do útero é a tuba uterina, geralmente por defeito na função da tuba uterina.
Prematuridade e baixo peso ao nascimento: quanto maior o número de gêmeos (comuns com a fertilização in vitro), maior a chance de recém-nascidos de baixo peso e prematuros, além de maior incidência de cesárea e complicações no parto. Nascimentos de prematuros também são comuns em gestantes com idade mais avançada.
Doenças maternas: complicações como diabetes gestacional, placenta prévia, sangramentos na gravidez e pressão alta específica da gestação são mais comuns em mulheres que conceberam com auxílio de técnicas de reprodução assistida, possivelmente influenciadas também pela maior idade da mulher no momento da gestação.
O que preciso saber antes de começar o tratamento de reprodução assistida?
Antes de iniciar o tratamento para infertilidade, é importante que o casal conheça as complicações obstétricas e perinatais envolvidas na fertilização in vitro, que em algumas situações podem resultar em problemas de ordem social, psicológica e financeira para a família. Assim, é fundamental buscar orientação e fazer uma avaliação clínica antes de realizar tratamentos com técnicas de reprodução assistida.
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.


