Vamos acompanhar aqui as respostas para algumas das maiores dúvidas sobre os 2 tipos de parto. Boa leitura!
1. posso ter um parto normal após o primeiro ter sido cesareana?
Sim pode, mas é recomendando aguardar dois anos após a cesariana para se submeter a um parto normal. As pacientes que pretendem parto vaginal após cesariana, cerca de 60% a 80% o conseguem, entretanto, a decisão da via de parto deve levar em conta os riscos das duas opções, as chances de sucesso e a intenção de gestações futuras, visto que com duas ou mais cesarianas prévias aumentam os riscos de rotura uterina.
2. quando a bolsa rompe antes de entrar em trabalho de parto tem indicação de cesareana?
Não, ao romper a bolsa podemos aguardar 8 horas para o início do trabalho de parto espontâneo, se caso isso não ocorrer podemos avaliar a indução do parto, que pode ser feita de várias maneiras, com uso de comprimido de misoprostol, soro com ocitocina, ou como uso de sonda entre outros métodos.
3. se o cordão umbilical está enrolado no pescoço do bebê, posso ter um parto normal?
As circulares de cordão umbilical estão presentes em 20-40% de todas as gestações. Trata-se de fenômeno natural que ocorre durante a gestação no qual o cordão umbilical envolve o pescoço do concepto.
Até o momento não há associação entre circular de cordão e aumento da morbidade e mortalidade neonatal, portanto a família deve ser tranquilizada, pois a presença isolada de circular cordão não parece aumentar os riscos para os fetos, especialmente porque muitas dessas poderão desfazer-se espontaneamente.
4. quais são as formas de analgesia da dor durante o trabalho de parto normal?
A melhor analgesia é a peridural realizada quando a parturiente está com 6 cm de dilatação do colo uterino, pois tem mínimos efeitos colaterais
Outras formas de analgesia não medicamentosa são acupuntura, hidroterapia e técnicas de relaxamento e respiração.
5. quais são as indicações reais para realizar uma cesareana?
As indicações de parto cesariana são:
– Bebê em posição transversa
– Infecções genitais causada por Herpes genital ativo
– Saída do cordão Umbilical antes do bebê
– Placenta muito baixa que obstrui a saída do bebê
– Morte materna com feto vivo
– Se o bebê é grande, desproporcionalmente a bacia da mãe
– Se há rotura do útero
– Na gestação gemelar com o primeiro feto não cefálico
6- quando o bebê está sentado (pélvico), pode nascer de parto normal?
Sim pode nascer de parto normal, entretanto o parto deverá ser realizado por uma equipe médica experiente neste tipo de parto, pois são partos com alto risco de complicações podendo levar a graves sequelas e até óbito do recém-nascido.
Os fetos sentados (em apresentação pélvica) beneficiem- se da cesariana ao invés vez de parto vaginal, pois os estudos mostram que, a decisão por cesariana tem menor incidência de mortalidade e morbidade neonatal, além de evitar complicações maternas como incontinência urinária, fecal e dores durante a relação sexual.
7- como funciona a cesariana a pedido da paciente?
Cesariana a pedido é aquela realizada sem indicação médica, por solicitação da paciente.
Os motivos que levam a tal solicitação são: conveniência do nascimento programado, medo da dor ou das complicações do parto vaginal, experiências negativas pessoais ou de conhecidos com o parto, preocupação com lesões do assoalho pélvico, medo de necessitar parto instrumental ou cesariana de emergência e sensação de maior controle sobre a situação.
Estas pacientes devem ser avaliadas por equipe multiprofissional que inclua atendimento psicológico para tentar identificar os motivos que levaram à solicitação. E deve-se também orientar a paciente sobre os riscos do procedimento, que incluem, principalmente, mais dias de internação hospitalar, maior risco de alterações respiratórias do recém-nascido, complicações em gestações futuras como alterações placentária, rotura uterina, e aderências pélvicas
Caso não tenha uma indicação médica para realização da cesariana, o procedimento só poderá ser realizado após 39 semanas de gestação.
Referência: site da FEBRASGO
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.


