Nos últimos dias a prática de tomar banhos de sol diretamente na região do períneo viralizou nas redes sociais após a influenciadora Thaís Carla contar que é adepta desta prática e é sobre isto que vamos falar hoje.
Esta prática consiste em exposição, se possível diária, da pele do períneo ao sol por períodos de 5 a 10 minutos e deve ser feita tanto por mulheres como por homens; os praticantes da mesma refere que ela pode aumentar a produção de vitamina D, regularização dos hormônios sexuais e aumento da libido, aumento da imunidade, tem ação no controle dos microrganismos da flora vaginal e retal e melhora do ritmo circadiano.
Apesar de ter entrado em alta a pouco tempo esta não é a primeira vez que o assunto vem a tona; em 2019 alguns praticantes do banho de sol no períneo já agitavam as redes sociais e a influenciadora americana Megan Whitson chegou a postar fotos nuas durante o seu momento com o sol.
Também em 2019 o ator Josh Brolin, o Thanos de Vingadores, chegou a contar em sua rede social que sofreu um acidente durante a prática e acabou tendo queimaduras solares no períneo.
Apesar dos benefícios propagados pelos praticantes serem atrativos devemos lembrar que não há nenhum estudo científico que comprove os benefícios de se expor a pele do períneo ao sol, sabemos que a exposição diária ao sol é sim benéfica, quando realizada com proteção solar e em horários de menor índice de radiação UV, porém isso não está relacionado com a parte do corpo que será exposta.
Devemos lembrar que a pele do períneo é mais fina que as demais áreas de pele do nosso corpo, sendo então mais sensível e que a nossa vagina é uma área de mucosa, tecido extremamente sensível que não apresenta a proteção que as demais áreas apresentam, podendo, então, além de sofrer queimaduras solares de forma mais fácil, se exposta de forma recorrente, vir a apresentar lesões precursoras ou até mesmo câncer de pele.
Outra preocupação é que se a praticante apresentar fatores carcinogênicos como o HPV a prática pode, devido a incidência dos raios UV, aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de vulva .
Devemos lembrar também que os protetores solares que usamos em nosso corpo de forma recorrente podem não se adequados para aplicação nas áreas discutidas, podendo levar a desbalanços de flora e até mesmo doenças como candidíase e vaginose bacteriana.
Sendo assim, levando em conta a falta de comprovação cientifica e os riscos associados esta não é uma prática que deve ser tomada como forma de tratamento e aqueles que desejam realiza-la devem estar cientes dos riscos que estão se submetendo.
Referencias:
– https://www.instagram.com/p/B34mk7shhrH/?igshid=ZDhmZGIxNmQ=
– https://www.instagram.com/p/B5ddxy6ggyW/?igshid=ZDhmZGIxNmQ=
– https://www.instagram.com/reel/CnFcRDYoS4n/?igshid=ZDhmZGIxNmQ=
– https://www.scielo.br/j/abd/a/W8xQS6MSSk7tT8CLRCnbs8f/?lang=pt
Essa postagem é de caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Procure um profissional especialista antes de qualquer tratamento.


