Como está o uso de preservativos entre os adolescentes? A Dra. Verônica Berzzato traz informações preocupantes sobre esse tema.
O uso de preservativo durante as relações sexuais é fundamental, não apenas para prevenir gravidezes indesejadas, mas também para evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (IST). No entanto, o mais recente levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no estudo PENSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) de 2019 revelou uma realidade menos animadora do que se esperaria entre os jovens.
Esse levantamento, que abrangeu o período de 2009 a 2019, apontou que o percentual de jovens com idades entre 13 e 17 anos que utilizaram preservativo em suas últimas relações sexuais caiu de 72,5% em 2009 para 59% em 2019. Quando analisamos separadamente por gênero, observamos que o percentual de meninas que fizeram uso de preservativo diminuiu de 69,1% para 53,5%, enquanto entre os meninos, a queda foi de 74,1% para 62,8%, no mesmo período.
Em relação à primeira relação sexual, 63,3% dos adolescentes pesquisados afirmaram ter utilizado preservativo.
Entretanto, ao analisar essa estatística por faixa etária, notou-se que o uso de camisinha entre adolescentes de 13 a 15 anos foi menor em comparação aos grupos de 16 a 17 anos (61,8% contra 64,5%). Isso revela que uma parcela significativa dos adolescentes que iniciaram sua vida sexual não se preocupou com a prática de sexo seguro.
A diferença entre os percentuais de adolescentes que usaram camisinha na primeira relação sexual (63,3%) e na última (59,1%) indica que uma parcela considerável dos adolescentes deixou de utilizar preservativos em suas relações, especialmente entre aqueles com idades de 16 a 17 anos, onde 57,6% informaram ter usado na última relação, principalmente entre as meninas.
No entanto, houve um aumento no percentual de adolescentes que relataram ter iniciado sua vida sexual, de 27,9% em 2009 para 28,5% em 2019. Esse aumento foi acompanhado por uma queda entre os meninos (de 40,2% para 34,6%) e um aumento entre as meninas (de 16,9% para 22,6%).
Esses números ressaltam a importância da educação sexual, da orientação sobre os riscos envolvidos nas práticas
sexuais desprotegidas e da necessidade de manter um diálogo aberto e honesto com os adolescentes.
Esta postagem é de caráter informativo e não substitui a consulta médica. Consulte um profissional de saúde para obter orientações específicas.


